Introdução
À flor da pele e Em companhia em cima de Poeta: as coisas chegam em você rápido e inteiras, e você precisa que alguém ouça. São onze da noite, você mandou pra uma amiga um áudio de quatro minutos que começa com "desculpa, é muita coisa" e tem o tamanho exato do que precisava.
Sob pressão
A pressão chega rápido em você, e aparece. A voz treme, você diz "isso tá demais pra mim" sem enfeitar, e quem está por perto sabe onde você está. Pra muita gente isso é honesto e dá permissão.
Por dentro é macio, claro e barulhento, e seu primeiro movimento é em direção a alguém. O sentimento passa por você porque você deixa sair.
Quando dá ruim
Quando dá ruim, você procura gente. Duas, talvez três, em sequência: quem escuta, quem faz rir, quem fala na lata. Antes de qualquer ajuda, você precisa de quem ouça, e é no contar que o alívio acontece.
Aí conta de novo. Cada vez assenta um pouco, e na quarta já soa como história.
Como as duas se encaixam
Dos quatro tipos de Poeta, você torna fácil dizer o sentimento em voz alta numa sala. O custo: o contar é o alívio, então a coisa é sentida de novo a cada vez. Três amizades e três contares depois você ainda está nela, e paga o dia que levou pra assentar. Poeta de Poucas Palavras leva pro caderno; Poeta de Varanda lê na varanda; Poeta da Madrugada leva pro escuro.

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