Introdução
À flor da pele e Por conta própria em cima de Artista: as coisas chegam rápido e inteiras, e você leva pra um lugar quieto. Um comentário no trabalho cai às quatro, e às dez você está à mesa de fone no ouvido, fazendo algo que não tem nada a ver com trabalho.
Sob pressão
A pressão entra direto. Você sente o tom da sala, a frase pela metade, o olhar, tudo ao mesmo tempo, e o corpo sabe antes da cabeça. O dia vai estreitando. Só dá pra fazer a próxima coisa, e você faz com cuidado.
De fora parece que você se fechou, talvez que baixou a luz. Por dentro tudo está no volume máximo, e o silêncio é o jeito de o som não vazar.
Quando dá ruim
Você fecha a porta e faz algo: uma música, um esboço, uma cadeira consertada, uma estrada longa de janela aberta. Fazer é como o sentimento vira objeto que dá pra pôr na estante.
Você conta pra quase ninguém. Quando alguém percebe, o momento já passou e a peça está pronta. Muita gente se emociona com o trabalho e fica sem saber do que ele falava.
Como as duas se encaixam
Sentir no máximo e fazer algo com isso dá o seu trabalho mais sincero. O custo: quem gosta de você lê o silêncio como porta fechada, e podem passar semanas até chegar uma palavra. Artista Lunar caminha até passar, Artista de Domingo cozinha com alguém, Artista Vibrante diz em voz alta. Você faz sob a luz do abajur.

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